Maio Roxo – Campanha de Conscientização sobre Lúpus

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O dia 10 de maio é o Dia Mundial da Conscientização sobre lúpus e, juntamente com a campanha “Maio Roxo”, é uma oportunidade para disseminar conhecimento sobre sintomas, diagnóstico e tratamento da doença.

O lúpus é uma doença reumática crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir lentamente em diversos órgãos ou de forma rápida e os estágios se alternam em ativo e remissão, quando a enfermidade está em “repouso”.

A doença se manifesta quando o sistema imunológico, decorrente de motivos ainda desconhecidos, por não diferenciar invasores prejudiciais ao organismo dos tecidos saudáveis do corpo, acaba criando anticorpos que causam inflamação, dor e danos em tecidos saudáveis nos olhos, rins, articulações, pele, coração e cérebro.

Conforme estudos do Resource Center on Lupus, entidade americana que estuda a doença, cinco milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por algum tipo da doença e 16 mil novos casos de lúpus são diagnosticados a cada ano.

Causas

As causas ainda são desconhecidas, mas especialistas apontam que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuem para o desenvolvimento. Uma pessoa com susceptibilidade para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (exposição à irradiação solar, infecções virais ou por outros microrganismos, grande carga de estresse corporal e emocional), pode passar a apresentar alterações imunológicas.

Tipos de Lúpus

Os sintomas, velocidade de progressão e nível de comprometimento depende da modalidade manifestada. Até o momento, são conhecidas quatro formas da doença:

  • Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): responsável por aproximadamente 70% dos casos, podendo ser leve ou grave. Em cerca de metade das ocorrências, um dos principais órgãos ou tecidos afetados são coração, pulmão, rins e cérebro e os sintomas dependem do órgão envolvido
  • Cutâneo: responsável por aproximadamente 10% dos casos. A inflamação causada pelos anticorpos atinge especificamente a pele. As lesões mais características são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, denominadas lesões em asa de borboleta (a distribuição no rosto lembra uma borboleta), na nuca ou também no couro cabeludo
  • Lúpus induzido por drogas: responsável por cerca de 10% das ocorrências, sendo causado pela alta dosagem de certos medicamentos. Os sintomas do lúpus induzido por drogas são semelhantes aos do lúpus sistêmico, mas, geralmente, desaparecem quando a medicação é interrompida
  • Lúpus neonatal: condição rara em que filhos de mulheres com lúpus são afetados dentro do útero. Ao nascer, a criança pode ter uma erupção cutânea, problemas no fígado ou baixa contagem de células sanguíneas, porém, os sintomas, geralmente, desaparecem após seis meses.

 Sintomas

Os sintomas podem surgir isoladamente ou em conjunto, variando conforme o tipo de lúpus. Os mais frequentes são:

  • Fadiga (cansaço frequente)
  • Dor nas articulações das mãos, punhos, joelhos e pés
  • Inchaço nas mãos, pés ou ao redor dos olhos
  • Dores de cabeça
  • Febre de baixo grau
  • Sensibilidade à luz solar ou luz fluorescente
  • Inflamação das membranas que recobrem o pulmão (pleuris) e coração (pericardite)
  • Perda de cabelo
  • Lesão na pele em forma de borboleta nas bochechas e nariz
  • Feridas na boca ou nariz
  • Alterações no sangue, como coágulos e baixo número de glóbulos vermelhos (anemia)
  • Reposta alterada do fluxo sanguíneo ao frio: os dedos ficam brancos ou azuis, quando uma pessoa está com frio ou estressada (fenômeno de Raynaud)

Diagnóstico

Ainda não existe um exame específico para o diagnóstico da doença, sendo necessários exames laboratoriais, de imagem e análise do histórico médico da pessoa e familiares.

O diagnóstico não é instantâneo, interferindo no sucesso do tratamento, uma vez que a doença apresenta sintomas semelhantes a outras infecções, como rubéola ou mononucleose.

Tratamento

O profissional da saúde responsável pelo acompanhamento e tratamento do lúpus é o médico Reumatologista, mas como se trata de uma doença que pode afetar vários órgãos do corpo, médicos de outras especialidades, como cardiologistas e ortopedistas, também podem fazer parte da equipe.

O tratamento inclui procedimentos diversos, como a utilização de práticas integrativas e complementares, cuidados farmacológico e psicológico e exercícios físicos para aumentar a qualidade de vida e minimizar a intensidade dos sintomas.

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