Tratamento de Lúpus

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O estudo da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) apontou que o lúpus é a doença reumática mais responsável por internação hospitalar. O lúpus é uma doença crônica, não tem cura e o tratamento dispensado depende do tipo de manifestação, níveis de intensidade e agressividade da doença.

O uso de medicamentos é feito da forma correta, juntamente com os exames periódicos e acompanhamento médico. A enfermidade pode ser controlada e os sintomas minimizados, proporcionando uma melhora na qualidade de vida.

 Duração

O tratamento deve ser contínuo e distribuído em períodos em que a doença está ativa e quando está em remissão. A terapia farmacológica tem remédios para regularem as alterações imunológicas e medicamentos gerais para controlar alterações consequentes da inflamação, como nefrite, dor e inchaço nas articulações, febre etc.

Normalmente, as consultas são trimestrais ou semestrais. Entretanto, nos casos de doença em atividade, podem ser necessários retornos mais frequentes ao reumatologista.

Entre os medicamentos mais usados para o tratamento de lúpus, estão analgésicos, anti-inflamatórios não hormonais, corticosteroides e antimaláricos, entre outros.

Em casos mais graves e com risco de vida (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central), o tratamento inclui alta dosagem endovenosa de glicocorticoide ou imunossupressores e drogas citotóxicas, que bloqueiam o crescimento celular.

Os avanços em conhecimento sobre s mecanismos da doença estão favorecendo o estudo e desenvolvimento de novos medicamentos. Os imunobiológicos são medicações sobre os pontos específicos do sistema imunológico e, alguns deles, já apresentaram eficácia no tratamento da doença, segundo indicação médica.

O médico Reumatologista é o responsável por administrar a medicação na dosagem adequada e pelo período necessário. É essencial sempre seguir as orientações médicas que acompanham o tratamento e nunca se automedicar ou interromper o tratamento sem autorização médica.

Cuidados durante o tratamento

O tratamento contra o lúpus eritematoso sistêmico (LES) requer a tomada de cuidados complementares importantes, como a proteção à exposição solar por meio da utilização de creme fotoprotetor, chapéu, sombrinha e roupas para preservar todas as áreas expostas à claridade.

Algumas dicas também que podem melhorar a qualidade de vida e auxiliarem no tratamento:

  • Atenção à saúde do coração para prevenir problemas cardíacos mais graves no futuro
  • Manter atualizada a carteira de vacinação, de acordo com a orientação do médico Reumatologista
  • Dar prioridade ao descanso, pois a fadiga é um sintoma frequentes em todos os tipos de lúpus
  • Evitar grandes agrupamentos de pessoas e o contato com portadores de doenças infecciosas que possam ser transmitidas
  • Praticar exercícios físicos regulares após o controle da fase inflamatória, pois ajudam na recuperação de uma crise, reduzindo o risco de ataque cardíaco, tratando sintomas de depressão e aumentando a sensação de bem-estar geral do corpo
  • Não fumar, porque o cigarro aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e piora os efeitos do lúpus ao reduzir o efeito de medicamentos anti-infamatórios
  • Investir em uma dieta rica em cálcio para prevenção de osteoporose, aumento de colesterol e obesidade

Além de poder apresentar manifestações neuropsiquiátricas, devido a alterações no sistema nervoso central, como déficit de atenção e perda de memória, os desafios de viver com lúpus podem aumentar o risco de depressão, ansiedade, estresse e baixa autoestima.

O acompanhamento psicológico assume grande importância ao aumentar o conforto emocional e auxiliar na adesão ao tratamento e aceitação da doença.

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