Uso das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no tratamento de doenças reumatológicas
26 de julho de 2019

As Práticas Integrativas e Complementares (PICS) são recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, focados na prevenção de doenças e tratamento paliativo de doenças crônicas, como as reumatológicas artrite reumatoide, fibromialgia e lúpus.

As terapias são interdisciplinares e tem abordagens baseadas no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração da pessoa com o meio ambiente, cultura e sociedade.

O Brasil é referência mundial na utilização de práticas integrativas e complementares de atenção básica à saúde.

Entretanto, a dificuldade de qualificar profissionais em número adequado para atuarem na rede pública de saúde, o monitoramento e avaliação dos serviços, assim como o investimento para desenvolvimento de processos, são obstáculos para ampliação do uso das PICS.

 Quais são as Práticas Integrativas e Complementares?

O National Institutes of Health (NIH) classifica as terapias complementares em cinco grupos: medicina tradicional chinesa, terapias com bases biológicas, terapias energéticas, sistemas baseados em manipulação corporal e intervenções corpo-mente.

Confira as Práticas estabelecidas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS):

  • Apiterpia
  • Aromaterapia
  • Arteterapia
  • Ayurveda
  • Biodança
  • Bioenergética
  • Constelação Familiar
  • Cromoterapia
  • Dança circular
  • Geoterapia
  • Hipnoterapia
  • Homeopatia
  • Imposição de mãos
  • Medicina antroposófica
  • Medicina Tradicional Chinesa – acupuntura
  • Meditação
  • Musicoterapia
  • Naturopatia
  • Osteopatia
  • Plantas medicinais – fitoterapia
  • Quiropraxia
  • Reflexoterapia
  • Reiki
  • Shantala
  • Terapia Comunitária Integrativa
  • Terapia de florais
  • Termalismo social/crenoterapia
  • Yoga

Na área médica apenas a acupuntura e homeopatia são reconhecidas como especialidades médicas e exigem residência médica ou curso de especialização. Outros tratamentos como a hipnose, a terapia ortomolecular, quiropraxia e fitoterapia apresentam regulação pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Práticas Integrativas e Complementares na Reumatologia

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em 1993, revelou que 83% dos pacientes com artrite reumatoide fazem uso de medicações não convencionais, bem como 76% das pessoas com gota, 50% daqueles com lúpus e 50% com osteoporose.

Conforme a literatura, em muitos quadros de doença reumatológica, a terapia convencional, quando aplicada isoladamente, apresenta benefícios limitados e, então, as terapias complementares são adicionadas para potencializar o tratamento.

Há estudos afirmando que o tratamento não farmacológico da fibromialgia, por exemplo, gera bons resultados com a inclusão de atividade física supervisionada, acupuntura, terapia cognitivo-comportamental e a adoção da dieta vegetariana.

Considerando que os desafios de conviver com uma doença reumatológica aumentam o risco de depressão, ansiedade e baixa autoestima, a inclusão de uma terapia complementar, como a yoga e meditação para aumentar o conforto emocional da pessoa, contribui para melhorar a qualidade de vida, adesão ao tratamento e aceitação da doença.

As evidências científicas mostram os benefícios do tratamento conjunto entre a medicina convencional e as práticas integrativas e complementares, mas, ainda há uma carência de mais estudos com rigor técnico e científico para dar suporte à aplicação e ampliação dessas terapias, entre a própria comunidade médica.

O médico Reumatologista é a melhor fonte de informação para o paciente e o responsável pela prescrição das terapias adequadas a cada período de tratamento.  

Referência

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