Por que a Artrite Reumatoide Acomete Mais as Mulheres?
12 de março de 2020

A artrite reumatoide também é conhecida pela sigla (AR) e acomete mais as mulheres. Uma doença crônica, com característica inflamatória, começando em meados dos 30 a 40 anos de idade.

Mas, afinal, por que a artrite reumatoide atinge mais as mulheres? As causas específicas da doença e o motivo da maior porcentagem de diagnóstico ser do sexo feminino ainda não são 100% conhecidas pela medicina. Conforme a Sociedade Brasileira de Reumatologia, as causas podem ser decorrentes de questões ambientais e genéticas.

Os principais sintomas da doença são vermelhidão, edema, calor, dor nas mãos  e punhos, entre outras partes do corpo. A Sociedade Brasileira de Reumatologia  informa que as articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga e a evolução da doença leva à destruição da cartilagem articular com as pessoas desenvolvendo deformidades e incapacidade para execução de atividades caseiras e-ou profissional. As deformidades mais comuns ocorrem em articulações periféricas, como os dedos em pescoço de cisne, dedos em botoeira, desvio ulnar e hálux valgo (joanete).

O diagnóstico requer observar sintomas, como as alterações nas radiografias, artrite nos punhos, artrite nas articulações das mãos, artrite em áreas articulares (no mínimo 3), rigidez matinal, fator reumatoide no sangue e a presença de nódulos reumatoides.

Após os exames comprobatórios da artrite reumatoide, é importante iniciar o tratamento com um médico reumatologista. O tratamento medicamentoso varia de acordo com o estágio da doença, atividade e gravidade, devendo ser mais agressiva quanto mais intensa for a doença.

A terapia ocupacional e fisioterapia são atividades consideradas boas e recomendadas. A proteção articular deve garantir o fortalecimento da musculatura periarticular, sendo adequado um programa de flexibilidade, evitando o excesso de movimento. O condicionamento físico, envolvendo atividade aeróbica, exercícios resistidos, alongamento e relaxamento, deve ser estimulado observando-se os critérios de tolerância de cada pessoa.

Os intervalos entre as consultas para  acompanhamento variam conforme cada caso. Em algumas situações, as avaliações mensais são necessárias, enquanto em outros casos com menor gravidade ou controlados, intervalos maiores entre as consultas podem ser estabelecidos. Os exames de acompanhamento são feitos com frequência para analisar a atividade da doença e os efeitos colaterais das medicações. Apenas o médico pode determinar a dose das medicações, modificar o tratamento, quando necessário, ou indicar a terapia de reabilitação  mais adequada para cada caso.

Compartilhar:
Gostou?

Confira outros conteúdos como esse:

Acesso Restrito
20 de fevereiro de 2020
NOVA EDIÇÃO DA REVISTA REUMATOMINAS 2020

A nova edição da Revista Reumatominas foi divulgada durante o curso preparatório para residentes mineiros, dia 14 de fevereiro.  A 3ª edição apresenta conteúdo informativo e enriquecedor para os médicos reumatologistas, como o artigo “A relação entre cocaína, autoimunidade e suas manifestações clínicas”; a sequência da história sobre as doenças reumáticas e os medicamentos mais […]

Blog
19 de novembro de 2018
Chegamos na semana da nossa X Jornada Mineira de Reumatologia
Blog
11 de outubro de 2023
5 Dicas e Estratégias para Controlar uma Crise de Gota
Blog
23 de agosto de 2019
Desconhecimento complica doenças reumatológicas