Artrite Reumatoide requer tratamento contínuo

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune que afeta as membranas sinoviais, uma fina camada de tecido conjuntivo que reveste múltiplas articulações e órgãos internos.

A estimativa é que 2 milhões de brasileiros têm o problema e, embora possa acometer ambos os sexos e todas as faixas etárias, a maioria é mulher entre 30 e 50 anos.

Semelhante a outras doenças autoimunes, o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio corpo, especificamente a membrana sinovial, provocando inflamação das articulações, causando dor, inchaço e vermelhidão nas mãos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos e ombros.

A inflamação pode se estender a outras partes do corpo, como pulmões, coração, rins e olhos, causando insuficiência cardíaca e pulmonar, assim como  doenças oculares como glaucoma e catarata.

Quando não descoberta no início, a inflamação pode degradar as articulações, provocar dores intensas, deformidades e limitação de movimentos, sendo que para 68% dos portadores entrevistados pela pesquisa “AR Importa”, são os principais impactos nas atividades diárias.

Causas

A artrite reumatoide não tem uma causa definida, sendo decorrente de fatores genéticos e também pode estar associada à infecções virais e bacterianas, tabagismo, obesidade e fatores ambientais como exposição a poluentes como a sílica.

Sintomas

O curso e a intensidade da doença variam, mas a existência de períodos de crise e remissão ocorre para todos. Os sintomas mais comuns são dor, inchaço, calor e vermelhidão em qualquer articulação do corpo, sobretudo nas mãos e punhos. As articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga e com a progressão da doença, pode-se desenvolver deformidades em articulações periféricas, como nos dedos das mãos e dos pés.

A dor, limitação de movimentos e as deformidades exercem um grande impacto na rotina e na vida profissional das pessoas. Conforme a pesquisa “AR Importa”, para 47% dos entrevistados, os maiores obstáculos para o trabalho são a dificuldade em usar as mãos, a dor e o estresse.

Diagnóstico

O diagnóstico segue os critérios estabelecidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, exames laboratoriais para comprovar a presença do fator reumatoide e atividade anti-inflamatória no sangue.

Tratamento

A evolução dos medicamentos permitiu o acesso a substâncias mais seguras e efetivas, gerando maior possibilidade para evitar deformações e a limitação de movimentos.

O tratamento medicamentoso é individualizado e varia de acordo com a fase da doença, sendo, geralmente, composto por anti-inflamatórios, drogas imunossupressoras e fisioterapia.

A adoção de um estilo de vida saudável é uma ótima opção para auxiliar no controle dos sintomas. Vale adotar uma dieta equilibrada com alimentos que possuam ação anti-inflamatória e antioxidante.

A prática de atividade física de baixo impacto é muito importante, porque auxilia na manutenção do condicionamento cardiovascular e fortalecimento da musculatura corporal.

Considerando a pré-disposição das pessoas com artrite reumatoide para problemas cardiovasculares, é importante o acompanhamento contínuo por uma equipe multidisciplinar com reumatologista, endocrinologista e cardiologista.

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