DOENÇAS REUMÁTICAS E COVID-19
4 de junho de 2021

O novo coronavírus chegou ao Brasil em março de 2020, gerando muitas dúvidas e incertezas, como a cura da doença contra o óbito – que já ultrapassa a marca dos 460 mil no Brasil – e a prevenção. Hoje, mais de um ano após o início da pandemia e a realização de várias pesquisas científicas, está mais que comprovada a importância do distanciamento social, do uso correto da máscara e a higienização adequada das mãos no combate ao Sars-Cov-2.

Pacientes com doença reumática imunomediada em atividade e em uso de imunossupressores potentes apresentam maior risco de complicações e evolução desfavorável da Covid-19. Eles apontaram que, na fase inicial da doença, 80% a 85% dos acometidos apresentam sintomas inespecíficos, não possibilitando um tratamento eficaz. Já, na fase dois, há aumento de substâncias causadoras de inflamação no sangue, acarretando dificuldades na respiração e elevando as chances de trombose, principalmente, a do tipo pulmonar (embolia). Fato é que, em geral, quando um paciente reumático apresenta algum tipo de infecção, há também a piora na atividade da doença reumatológica.

Desde o início da pandemia, muitos pacientes reumáticos encontram dificuldade para obter a hidroxicloriquina, devido à disseminação de notícias que corroboram uma falsa eficácia do medicamento no tratamento profilático da Covid-19, ou seja, na prevenção da Covid-19. Entretanto, é importante ressaltar que diversos estudos com a substância apontaram a ineficácia do medicamento em relação à proteção contra a Covid-19.

Outro fato a ser observado foi apontado pela pesquisa ConVida, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, citando que 32% dos indivíduos com doenças reumáticas não buscaram ajuda médica durante a pandemia, mesmo 29% tendo apresentado piora dos sintomas. Além disso, 17% dos entrevistados pararam de tomar pelo menos um medicamento, após o início do cenário pandêmico.

As boas notícias são que as vacinas já estão sendo aplicadas no Brasil e no mundo. Os dados fornecidos pelas Secretarias de Saúde indicam que mais de 45 milhões de pessoas tomaram a primeira dose e quase 22 milhões de brasileiros já foram imunizados com a segunda das vacinas, totalizando mais de 67,1 milhões de doses aplicadas.

A vacinação acontece em ordem de prioridade, de acordo com os grupos de maior ao menor risco. A Sociedade Brasileira de Infectologia e o Ministério da Saúde não consideram os pacientes com doenças reumáticas autoimunes como parte dos grupos de risco. Contudo, considerando que muitas pessoas com doenças reumatológicas são idosas, é possível afirmar que a maioria já recebeu, ao menos, a primeira dose do imunizante distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já, os demais pacientes, que não estão nas listas de prioridades, a orientação é que continuem aguardando a sua hora, porém, sempre mantendo os cuidados básicos de higienização das mãos, uso de máscaras adequadas e, principalmente, respeitando o isolamento social.

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