Projeto de lei facilita aposentadoria para pessoas com fibromialgia – Saiba mais sobre essa doença reumatológica

Uma proposta de iniciativa popular e submetida à votação no site do Senado Federal, na última semana, pretende alterar a Lei nº 8.213/91, que trata da finalidade e dos princípios básicos da Previdência Social, para incluir a fibromialgia na lista das doenças que asseguram aos portadores a dispensa do cumprimento de período de carência para usufruir dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Após ser votado na Comissão de Assuntos Sociais, o projeto pode seguir para outro colegiado ou ir direto para a Comissão de Constituição e Justiça, última etapa, antes de ser levado ao plenário. Se passar no Senado, precisará tramitar na Câmara dos Deputados. Uma vez aprovado, será submetido à sanção presidencial.

Conheça a Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença reumatológica e os sintomas são dor musculoesquelética crônica e difusa, fadiga e distúrbios cognitivos.

Conforme estudo publicado no The Journal os Rheumatology, a estimativa é que 5% dos brasileiros, predominantemente o sexo feminino, apresentem uma  manifestação inicial, principalmente entre os 35 e 44 anos.

Embora a enfermidade não seja a maior causadora de dores crônicas no mundo, é foco de muitas pesquisas e estudos, devido ao quadro clínico complexo e o impacto nos sistemas de saúde. 

A dor da fibromialgia pode ser intensa e incapacitante, mas não provoca inflamações nem deformidades, porque não há danos ou lesões aos tecidos. Trata-se de um funcionamento inadequado do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor.

Alguns estudos apontaram que ocorrem alterações dos níveis de neurotransmissores, células nervosas desenvolvidas pelos neurônios, diminuindo ou aumentando a intensidade da dor.

Fibromialgia e depressão

Não existe uma causa definida para o surgimento da fibromialgia, mas pode surgir após um trauma físico, psicológico, desequilíbrios hormonais ou mesmo uma infecção grave.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a depressão está relacionada em até 50% das pessoas com fibromialgia, sendo que as duas condições atuam como um círculo vicioso, podendo piorar o quadro da outra.

Quando depressão e a fibromialgia são diagnosticadas em uma mesma pessoa, ambas as condições devem ser acompanhadas por profissionais e devidamente tratadas.

Diagnóstico

Semelhantes a outras doenças reumatológicas, o diagnóstico é essencialmente clínico e sem um exame que, isoladamente, seja capaz de detectar a enfermidade.  

O American College of Rheumatology estabeleceu alguns critérios para ajudar na identificação: ocorrência de dor difusa e de pontos dolorosos, músculos específicos do corpo com grande sensibilidade ao toque e compressão.

No tratamento, os exames são importantes para excluir a possibilidade de doenças que se apresentam de forma semelhante à fibromialgia ou ainda para detectar comorbidades.

Tratamento

Devido à complexidade, o tratamento requer cuidados multidisciplinares. O uso de anti-inflamatórios associados a antidepressivos, acompanhamento psicológico, atividade física regular e uso de terapias complementares, como meditação e acupuntura, têm se mostrado eficazes para o controle da doença.

A pessoa pode colaborar com o tratamento da doença tomando, devidamente, a medicação e seguindo as orientações do médico Reumatologista, evitando situações de estresse e eliminando itens que possam perturbar o sono, como luminosidade e barulho.

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