Combate e prevenção da Osteoporose
1 de novembro de 2019

A osteoporose é uma doença progressiva e crônica, decorrente do enfraquecimento dos ossos, associado à perda da densidade mineral e mudança da arquitetura óssea, aumentando o risco de fraturas. O problema é comum entre mais de dez milhões de brasileiros. Um estudo da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) estima que as fraturas de quadril envolverão 140 mil pessoas até 2020, sendo que, atualmente, já são registrados 120 mil casos ao ano.

Algumas medidas devem ser adotadas para evitar o agravamento do quadro e controlar adequadamente os casos diagnosticados, mesmo sendo uma doença crônica.

Uma das ações mais simples para prevenção da patologia é investir em uma rotina saudável com prática de exercícios físicos leves, musculação, caminhada e uma nutrição adequada, baseada em leite e derivados, sardinha, salmão, amêndoas, aveia, gergelim e verduras de folhas verde-escuras.

O sol também é benéfico, uma vez que a radiação solar estimula a síntese da vitamina D na pele, nutriente essencial para o equilíbrio do cálcio no organismo. Entretanto, é importante respeitar os horários mais indicados para exposição solar, antes das 10 horas e depois das 16 horas, ou antes das 11 horas e depois das 17 horas, nas regiões com horário de verão.

O tratamento requer uma readequação da dieta com maior consumo de cálcio e vitaminas, suplementação quando necessário e uso de medicamentos para diminuir a reabsorção óssea, aumentando a formação do mesmo ou ambos.

É importante explicar que os tratamentos, a alimentação e a suplementação são ajustados conforme a necessidade e não revertem completamente o problema, mas proporcionam maior qualidade de vida para a pessoa não perder completamente a rotina.

O principal exame para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea, avaliando a massa óssea na coluna,  fêmur ou radio, medindo o estágio da doença, auxiliando como método de acompanhamento para o tratamento. O médico também fará uma anamnese, seguida de exame físico e laboratorial para avaliar marcadores de osteometabolismo e possíveis patologias que predispõem o aparecimento do problema.

O acompanhamento reumatológico é recomendado para analisar se existe alguma alteração hormonal, metabólica e a reabsorção do cálcio para as devidas adequações.

O estudo da International Osteoporosis Foundation revelou que uma em cada três mulheres e um a cada cinco homens, a partir dos 50 anos, pode sofrer com algum tipo de fratura óssea, decorrente da fragilidade causada pela osteoporose.

A perda de massa óssea é comum a qualquer pessoa, após os 35 anos, porém, esse é um ciclo natural lento e proporcional ao envelhecimento, sem causar maiores danos ao corpo. Contudo, a degradação óssea causada por doenças, por sua vez, surge silenciosamente e exige cuidados que devem começar, ainda no período de formação dos ossos. A prevenção é a melhor forma de lutar contra a doença.

Mariana Peixoto, vice-presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia (SMR)

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