Gente de Fibra
3 de abril de 2018

A fibromialgia tem levantado inúmeras questões para os pesquisadores das mais diversas áreas, evidenciando sinais e sintomas que circulam entre a reumatologia e a patologia psicossomática através da dor. A realidade desse quadro limite em nossa atualidade solicita aos médicos, psicólogos e demais profissionais esclarecimentos acerca do lugar da dor na constituição física e humana de cada sujeito, especialmente diante dos portadores da sintomatologia que caracteriza o diagnóstico da fibromialgia.

As limitações oriundas da fibromialgia acarretam uma série de dificuldades ao paciente, com perdas na vida profissional, além de uma fadiga intermitente e/ou contínua, prejuízos na interação social e familiar devido à dor que costuma ser generalizada e acometer ossos e articulações, músculos e tendões, de maneira a levar o indivíduo à inúmeras complicações em seu labor e vida diária; comprometendo significativamente a qualidade de vida.

Em meio às possibilidades de tratamento desse quadro, emerge enquanto contribuição significativa ao desenvolvimento do paciente, a Psicoterapia de Grupo, haja vista que, entre os fatores terapêuticos de grupo, encontram-se: a instilação de esperança, universalização da experiência, o compartilhamento de informações, a experiência de altruísmo, a recapitulação corretiva do grupo familiar primário, o desenvolvimento de técnicas de socialização, comportamento imitativo, aprendizagem interpessoal, coesão grupal, catarse e apropriação de fatores existenciais. Nesse sentido, o espaço de psicoterapia de grupo se configura como uma possibilidade de ampliação da compreensão acerca dos fenômenos que incidem sobre o organismo e a subjetividade, e grande auxílio em nosso arsenal terapêutico, garantindo o desenvolvimento da personalidade e de recursos pessoais para que o sujeito em grupoterapia cresça e se desenvolva num processo individual e coletivo; pois sabemos que, muitas vezes, as opções terapêuticas disponíveis, por melhores que sejam na sua capacidade funcional e mecanismos de ação, não dão conta de abranger e tratar todas as questões relativas ao campo pessoal, humano e emocional. A medicina busca, cada vez mais, olhar o indivíduo em sua totalidade e assim, buscamos resultados além de promissores, sustentáveis.

Referência Bibliográfica:

DEL PRETTE, Almir. DEL PRETTE, Zilda. Psicologia das relações interpessoais: vivências para um trabalho em grupo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

YALON. Irvin D. LESZCZ, Molyn. Psicoterapia de grupo: teoria e prática. Editora Artmed, Porto Alegre, 2006

Site: http://www.reumatoesaude.com.br/

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