O tabu do inverno para pacientes reumáticos
26 de junho de 2020

Tão logo começa o inverno, quem tem artrite reumatoide, fibromialgia, espondilite anquilosante e lúpus, entre tantas outras doenças reumáticas, já tem a percepção de piora da dor nas articulações. Isso acontece, porque com a queda da temperatura, os tecidos, tendões e músculos se contraem, afetando diretamente a circulação sanguínea, podendo intensificar os sintomas.

Durante o  inverno, a maior e incômoda sensação de dor é acompanhada de um senso comum que as doenças reumáticas pioram com as baixas temperaturas, mesmo não existindo nenhuma evidência científica. A grande questão entre o inverno e pessoas com reumatismo está na rigidez da musculatura e no desconforto decorrente do estreitamento das veias e artérias. Sendo assim, a afirmação que “o reumatismo ataca no inverno”, como é comum muita gente  insistir em dizer, não passa de um mito.

Outro aspecto importante sobre o tabu do inverno para portadores de doenças reumáticas é o aumento da percepção dolorosa com um ambiente mais frio. A sensibilidade da friagem, aliada à inflamação nas articulações e à ausência de atividades físicas – algo bastante comum em tempos de sensações térmicas mais baixas -, leva a acreditar que, mesmo seguindo as orientações médicas e mantendo os medicamentos, a doença se agravou.

Se por um lado, a notícia de o inverno não afetar diretamente na situação das doenças reumáticas parece ser bastante otimista, por outro, a sensação de dor mais intensa causa preocupação. Entretanto, existem algumas medidas para evitar a situação. Mesmo durante o inverno, é fundamental manter os exercícios físicos, com alongamento, caminhada e até hidroterapia. Mesmo dentro de casa, é possível fazer séries de exercícios para fortalecer os braços e pernas. Vale lembrar que a imobilidade durante o período mais frio pode ser prejudicial, podendo contribuir para a piora do quadro clínico.

É importante destacar que a rotina moderada de atividades físicas melhora o estado dos músculos e da circulação, regulando o sono e o humor e propiciando mais disposição e menos sensibilidade. Entretanto, os exercícios devem ser feitos sempre com acompanhamento de um especialista.  Por mais que seja tentador recorrer a novos medicamentos, quem vive com dores crônicas frequentes, não deve iniciar uma nova medicação sem consultar seu médico. O uso de remédios de forma autônoma pode gerar grandes complicações e efeitos colaterais.

A recomendação é conversar com um especialista para saber a abordagem ideal em cada caso. Assim, com a chegada do inverno, quem tem reumatismo poderá se cuidar de uma maneira mais adequada, sem comprometer a saúde e sem interferir nos sintomas.

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