ALZHEIMER: SINTOMAS E COMO PREVENIR A DOENÇA

Mesmo que o mês de fevereiro, período de maior conscientização da população sobre o Alzheimer, chegue ao fim, é importante sempre debater  as causas, tratamento e como prevenir esse tipo de demência, considerada a mais comum no mundo. O Alzheimer é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, que afeta principalmente idosos acima de 65 anos, mas que pode ter seu início identificado em adultos mais jovens.

Na maioria das vezes, o diagnóstico ocorre tardiamente, em média, 15 anos após o início do acúmulo da substância Beta Amiloide, causadora da doença. A situação requer atenção aos primeiros sinais da doença.

Sintomas do Alzheimer

O sintoma mais precoce é o Transtorno Cognitivo Leve, em que acorre uma alteração de memória acima do normal para a idade, mas sem comprometimento das atividades rotineiras. O diagnóstico é difícil, pois pode ser confundido com  fibromialgia, depressão e perda de memória, decorrente de  distúrbios do sono, por exemplo. Vale ressaltar que o importante é analisar o contexto geral do paciente, tratando-o como um todo.

Em pacientes com a doença mais avançada e com diagnóstico tardio, além das falhas da memória, os sintomas incluem a disfunção cognitiva moderada a intensa, perda de habilidades cotidianas – como cozinhar ou fazer atividades de artesanato, alteração no julgamento de certo e errado decorrente da dificuldade de discernimento. Em casos terminais, ocorre alteração da mobilidade e deglutição, podendo chegar ao quadro de restrição ao leito.

Prevenção da doença

 É essencial compreender que, apesar de não haver cura, há meios de prevenção e também tratamentos para retardar o avanço.

Uma medida preventiva muito interessante é o alto grau de escolaridade, que garante uma reserva cognitiva e atrasa o aparecimento da doença. Mas essa prevenção demanda um início bem precoce, sendo mais difícil ser instituída depois da vida adulta.

Porém, a leitura constante e o exercício do aprendizado (independentemente do objeto estudado) são hábitos que podem ser adquiridos em qualquer idade e também oferecem um efeito protetor. As atividades aeróbicas, como corrida, caminhada, dança, natação e bicicleta, comprovadamente, são eficazes na prevenção e tratamento.

Outros fatores importantes para manter uma memória saudável e gerar a prevenção do Alzheimer são a qualidade do sono, e uma dieta balanceada; sendo recomendados alimentos ricos em ômega 3, como salmão, sardinha, semente de chia, nozes e linhaça e a dieta mediterrânea – com base em vegetais, frutas, cereais, sementes, ovos e derivados. Vale lembrar que ainda existe o fator genético, sendo a minoria dos casos.

Apesar de estarmos vivendo um necessário período de isolamento social, essa medida impacta negativamente o paciente portador de Alzheimer, pois a socialização e interação com outras pessoas, principalmente entes queridos, ajudam na prevenção do declínio cognitivo. Por isso, vamos lembrar dos nossos idosos e gerar uma interação mesmo que virtual ou à distância!

 

 

 

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